Meu céu particular. Hora de aprender.
As estrelas começavam a sumir. Umas sem brilho outras deixaram de existir… Olhava pro chão, pisava em cacos de vidros. Meus pés cansados sagravam. Eu olhava pro céu, e ele estava escuro. Um tempestade se aproximava. Trovões e raios cortavam aquele universo negro em cima da minha cabeça. Os pingos de chuva caíram, elas atingiram minha pele como acido, correndo meu exterior, penetrando meu interior, alcançando minha alma. Mas essas mesmas gotas atingiram meu rosto, e nele nada acontecia. A água se misturou as minhas lagrimas e já nao era possível distinguir o que era o que.
Libertei minhas inibições. Meus medos. Minha fragilidade. Me tornei humana.
As lagrimas pingaram pelo meu corpo, e seguia até o pé. Em cada lugar que ela deslizava, as feridas abertas eram fechadas. Sim, com dor. Mas era melhor sentir dor, do que nao sentir absolutamente nada. Essas feridas tornaram-se cicatrizes… Cicatrizes no qual eu quero levar por toda vida. Porque cada uma dessas feridas me mostrou o quanto forte eu sou. E que cometo erros sim, porque sou humana, sendo assim, sujeita a erros. Agora a chuva, é apena chuva, água que ajuda a lavar toda sujeira que ainda existe no meu coração. Os cacos de vidros deixaram meus pés mais resistentes a caminhada. Eles ainda doem, mas estão de pé, firme, e me levando a lugares nos quais eu espero reencontrar minhas estrelas, meus sonhos e minha felicidade.
Todos temos medo, todos temos defeitos. Então não julgue uma lagrima se você se quer não sabe o porque ela cai.
E se algum dia alguém disser que eu não sou perfeita, vou dizer que estão errados, pois sou perfeita, perfeita pra mim.